Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 27/04/2021

´´Eles que lutem! ´´ é uma nova expressão das redes socais, responsável por ironizar o esforço dos indivíduos. Nesse viés, evoca atenção a indiferença envolta dessa fala, pois relega ao sofredor o encargo de enfrentar os desafios sozinho. Logo, respeitante a esse uso popular, os maus-tratos às crianças brasileiras, de fato, representam a luta de inúmeras famílias contra a violência infantil, pois duas problemáticas estão presentes: a disfuncionalidade familiar e a herança de atos barbáries.

A princípio, a perda funcional dos pais, como protetores, compactua com relações perigosas no seio familiar. Tal acepção contempla a animação ´´A Cinderela´´, que narra a subordinação da protagonista aos afazeres de sua madrasta, a qual é desvinculada da função materna. Analogamente, os resquícios dessa narrativa perpetuam na realidade brasileira, pois existe a disfuncionalidade familiar, ou seja, muitos pais não sintonizam com a proteção de seus filhos. Sobre isso, a controvérsia persiste, à medida que os verdadeiros vilões se camuflam na falsa camada de responsabilidade, e isso oportuniza frases de autoridade duvidosa para atribuir a violência, por exemplo: ´´O filho é meu! ´´ e ´´Eu educo do meu jeito´´. Desse modo, a brutalidade é erroneamente equiparada à disciplina.

Outrossim, a herança de atos barbáries explica uma geração de crueldade perpassada de pais para filhos. Essa verdade orquestra com a filosofia de Hans Jonas, no ´´Princípio da Responsabilidade´´, o qual denuncia atitudes desregradas, responsável por macular uma realidade futura. Nesse peculiar, muitas famílias brasileiras dialogam com a violência devido ao passado dos pais, também vítimas de seus responsáveis. Em vista disso, as crianças interiorizam as ações violentas como demonstrações únicas e normais de afeto, dessa forma, os jovens aprendem a usar a crueldade na educação. Em suma, as ações de péssima correção disciplinar maculam as gerações posteriores.

Portanto, compete aos agentes sociais sanar o revés dos maus-tratos às crianças no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve projetar sessões terapêuticas nas escolas, com a participação dos familiares, professores e psicólogos, mediante verbas estatais, pois revitalizará as funções da família, a fim de coibir atos de violência. Em eminência às prefeituras locais, propõe-se a veiculação de programações animativas nos espaços públicos, as quais sensibilizem psicologicamente o público, por meio das mídias, posto que reprimirão a herança de ações barbáries, com fins de perpassar valores cordiais. Somente assim, nenhuma criança precisará lutar pela mínima proteção no Brasil.