Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 26/06/2021

A violência é a toxina que inibe a ascensão de uma sociedade. Nesse contexto, o livro ´´Capitães da Areia´´ de Jorge Amado, escritor brasileiro, revela o dia a dia de crianças e adolescentes que moram nas ruas de Salvador, os quais ficam à deriva da sorte e da violência social. Na atualidade, há analogia entre a ficção e a realidade no Brasil, posto que existe, ainda, grande omissão midiática de casos sobre esse tipo de agressão e falta de dinamismo estatal na tentativa de amenizar essa mazela. Em suma, deve-se haver um despertar coletivo para decrescer a concentração dessa toxina no meio social. É fulcral destacar, em primeira instância, que no Brasil a ação da mídia é insuficiente para informar a sociedade sobre a violência infantil, uma vez que a repercussão dos casos de abuso não correspondem com sua real frequência. Nesse sentido, essa falta de propagação tem como efeito deixar a população em estado de inércia, em que não agem para mudar a realidade ao seu redor. A vista disso, o realismo, corrente literária e artística do século XIX, em seus aspectos buscava representar as desvirtudes sociais sem qualquer restrição ou influência, essas características devem ser resgatadas e introduzidas nas redes de informações para auxiliar o Brasil a superar essa pedra no meio do caminho. Vale adicionar, ademais, que o modo governamental de assegurar integridade do público infantil é baldo tendo em ótica que o alcance e aplicações não conseguem lidar com a demanda. Nessa perspectiva, a dinâmica em que o estado age em sua maioria é voltada para o público adulto e isso condiciona certa segregação ao grupo infanto juvenil no quesito de direitos cidadãos. Sob esse prisma, a narrativa de Narciso, personagem mítico grego, explica metaforicamente a tendência natural do ser humano a inferiorizar aquilo que é distinto assim como Narciso ignorava a realidade ao seu redor. Logo, conclui-se que o Brasil necessita de forma crítica, aplicar ações voltadas para proteger seus futuros herdeiros. Destarte, fazem-se necessárias alternativas para mitigar a violência infantil. Para tanto, cabe a Mídia -instituição difusora de informações- realçar matérias e estatísticas expondo números de abusos infantis, mediante programas televisivos com quadros e repertórios voltados ao assunto, a fim de estimular a denúncia dos cidadãos dormentes. Além disso, o Ministério da Cidadania deve criar anúncios intuitivos e de função conativa, com finalidade de instruir algum jovem passível a abusos, a agir em tal situação. Em síntese, ter-se-á uma nação harmoniosa em medidas que auxiliam os prováveis Capitães da Areia hodiernos