Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 18/10/2021
Isabela Nardoni, Hanry Borel e Bernardo Soares são alguns exemplos de crianças que tiveram sua vida ceifada pela maldade de quem deveria os proteger. Casos de agressão contra crianças e adolescentes estão cada vez mais recorrentes na sociedade. Problema este, que mostra uma triste realidade do grupo social brasileiro, que deve ser debatido e findado da hodiernidade. Percebe-se assim, que a negligência governamental e a má influência midiática contribuem diretamente para a continuação desse cenário indecoroso.
É relevante abordar, prioritariamente que, o ECA ’’ Estatuto da criança e do adolescente ’’ tem como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente, no entanto, sua aplicação não está tendo a eficiência necessária, visto que, mesmo após a denúncia por parte dos jovens, eles voltam a conviver com seus agressores sem o apoio devido. De acordo com a revista Agência Brasil, o Brasil registra diariamente 233 agressões contra crianças e adolescentes. Esse número é alarmante, visto que, os jovens são umas das partes mais frágeis do ciclo social e necessita de carinho e cuidados. Nesse viés, a falta de ajuda para as vitímas pode se tornar algo grave, pois, após passar por tantas humilhações o jovem pode tentar entrar para o crime, álcool, drogas ou até mesmo ser morto pelo agressor.
Ademas, outro fator prepoderante para a problemática é a má influência midiática, na qual a mídia não usa do seu poder coercitivo para mostrar a triste realidade dos jovens brasileiros, e fazer com que a sociedade abra os olhos para o problema. No livro ‘‘Deixada para trás’’ mostra as dificuldades enfrentadas por uma jovem que é sequestrada e abusada, no entanto, um dos meios em que a personagem usa para superar essa tragédia é a mídia. Na qual, a protagonista usa o meio digital para alertar outros jovens da situação e ensiná-los a como se portar perante ela. Nesse viés, a participação da mídia é inerente para a dimunuição do número de casos e mortes por agressões.
Urge, portanto, que o governo federal, orgão superior ao poder executivo crie uma plataforma por meio de recursos digitais para que quando ocorra a violência o jovem saiba como recorrer e garantir seus direitos, além de axilía-lo com maior segurança e rápidez. Paralelamente, o Ministerio da Educação em parceria com canais televisivos deve elaborar campanhas socioeducativas mostrando a gravidade do problema para a sociedade. Após a aplicação destas medidas, espera-se um país mais justo e pujante.