Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 02/11/2021

Sob a perspectiva histórica, é sabido que a ocorrência de violência infantil não é algo restrito à atualidade, tal agressão que pode ser manifestada de diversas formas, como psicológica, física ou sexual. Por conseguinte, a incidência de atos danosos ao bem-estar de crianças e adolescentes pode causar riscos à saúde das vítimas.

Primeiramente, é válido ressaltar que as práticas de violência dentro do ambiente doméstico demonstram um grande empecilho, tendo em vista que muitos costumes e pensamentos são passados de pai para filho, podendo influenciar a forma como a criança agirá ao longo do seu crescimento, devido as agressões sofridas e presenciadas.

Ademais, é necessário mencionar os casos de violência infantil relacionados ao abuso sexual, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,6% dos estudantes de 13 a 17 anos narraram já terem sofrido algum tipo de violência sexual. Ao analisar a pesquisa, contata-se que os demais tipos de agressão são mais frequentes em casa, o que dificulta a identificação e resolução dos casos.

Portanto, fica evidente a importância de uma intervenção para combater tais agressões. Para isso, cabe ao Estatuto da Criança e do Adolescente em parceria ao Ministério da Educação, promover campanhas que incentivem as denúncias. Assim como é imprescindível a disponibilização de especialistas para que haja um acompanhamento psicológico das vítimas, visando reduzir os danos advindos dessas experiências