Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 12/04/2022

Na novela “O Outro Lado do Paraíso” da Rede Globo, a personagem Laura foi violentada na infância pelo seu padrasto. Embora seja uma obra de caráter ficcional, a narrativa apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro: A violência infantil. A principal causa para isso é a “adultização” de crianças e de adolescentes, que traz como consequência problemas na saúde mental desses indivíduos quando crescerem.

Em primeira análise, é evidente que os maus tratos ao público infantil têm causa histórica. Nesse contexto, nos tempos antigos, os menores eram criados como indivíduos mais velhos. Esse fato pode ser observado nas fotografias antigas, onde a caracterização de crianças e de adolescentes tinha caráter maduro. Atualmente, o hábito de forçar o amadurecimento dos filhos de maneira precoce ainda persiste em muitas famílias, que frequentemente expõem os jovens nas redes sociais com vídeos e fotos sem eles terem a idade necessária. Sob essa ótica, constata-se que a “adultização” dos pequenos agrava a violência infantil, dado que eles são cada vez mais expostos aos agressores por meio da internet. Dessa forma, percebe-se o impacto dessa problemática no dia a dia dos menores, que são seguidamente mais

maltratados.

Além disso, é válido destacar que a crueldade praticada contra o ser humano no início da vida tem como efeito o aumento de indivíduos adultos com danos psicológicos. Assim, pessoas que são agredidas ou abusadas durante a infância, tem maiores chances de desenvolver traumas e se tornarem agressivas no futuro. Ademais, cidadãos com sanidade mental são essenciais para um coletivo harmônico. Logo, essa conjuntura prejudica a cidadania, que é um dos fundamentos previstos no Artigo 1 da Constituição Federal. É inadmissível que a

brutalidade continue afetando a população desse modo. Portanto, é extremamente necessário medidas eficientes por parte dos governantes para uma sociedade com menos crueldade.

Tendo em vista os aspectos mencionados, é fundamental que o MEC implante uma

disciplina intitulada “a importância de não praticar a violência”