Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 27/06/2022

Segundo o artigo 5° do Estatuto da Criança e do Adolescente, nenhuma criança ou adolescente será abusada de qualquer forma seja ela física ou mental, no entanto, o número de crianças e adolescentes expostos a traumas na infância é alto e preocupante de tal forma que, a exposição dessa violência traz malefícios durante toda a vida, pois afeta seu desenvolvimento e altera o comportamento, desse modo a qualidade de vida é agravada.

Evidentemente qualquer forma de agressão deve ser tratada com repúdio, ainda mais quando falamos de crianças e adolescentes que estão em processo de formação todavia, o número de casos de violência no Brasil são alarmantes, segundo a Fundação das Nações Unidas para Infância aproximadamente 120 novas denúncias de violência são levantadas por dia, de tal forma que a exposição precoce a traumas traz sérios prejuízos afetando o desenvolvimento do cerébro assim aumentando comportamentos de alto risco além do estresse toxíco , essas nuances prejudicam na formação do adulto e seus relacionamentos se tornam mais desafiadores ,desse modo as marcas deixadas pelo abuso são refletidas por toda a vida.

Sem dúvida, isto faz parte de uma crise da saúde pública que afeta toda a sociedade, principalmente quem passou e está passando por isso, ademais o sofrimento é alarmante e crianças e adolescentes que passam por essas situações devem ter seus direitos reconhecidos e serem acolhidos com o intuito de previnir o desenvolvimento de doenças mentais como a depressão e evitar a morte precoce como o suícidio.

Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para frear o aumento de abusos, em seguida é necessário que canais de comunicação junto com programas desenvolvidos pelo Ministério da Saúde alerte sobre o abuso infantil e informe o disque denuncia, como também oferecer palestras nas escolas sobre educação sexual com a finalidade de saber identificar um abuso sexual,além disso oferecer apoio psicológico nas escolas por meio de psicólogos especializados fazendo roda de conversas, atendimentos privados para que essas pessoas que sofreram violência possam de alguma forma ter um acolhimento e conseguir lidar melhor com as questões interpessoais e sociais que aparecerão durante sua vida.