Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 27/06/2022

De acordo com o pensador Jeremias Edson Cardoso, as crianças apreciam a oferta de amor, carinho, compreenção, mas conhecem a violência. De maneira análoga a isso, a violência infantil, que surge de diferentes formas como negligência e abandono, pedofilia, trabalho infantil, maus tratos, entre outros. Nesse primas, destacam-se dois aspectos importantes: a dependência química, que se desenvolve pela má saúde mental introduzida por muitos traumas, e a iniciação precoce à atividade sexual, influênciada por familiares e por conteúdos inapropriados para faixa etária.

Em primeira análise, evidência-se a dependência química, por consequências de traumas e má saúde psicológica. Sob essa ótica, pesquisas feitas pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) afirmam que 21% de dependentes de álcool e drogas, 47% de usuário de maconha, 52% de dependentes de cocaína, sofreram alguma violência infantil por familiares. Dessa forma, é visível que grande parte dos números de usuários de drogas foram traumatizados pela família na infância e na adolescência, pelas frequentes adversidades em situações que tornam o sistema emocional mal adaptavél e frágil, com riscos a saúde ao longo da vida.

Além disso, é notório a iniciação precoce à atividade sexual, que dá a entender para criança que os atos são apenas uma brincadeira. Desse modo, um caso de um garoto de 5 anos praticava um ato incomum com os colegas de escola, que era introduzir o dedo no anús dos mesmos, ao investigar descobriram que o comportamento ocorria porque a criança assistia o irmão adolescente praticando atos sexuais com a namorada. Consoante a isso, as estatísticas mostram que grande parte dos abusos são feitos por membros ou amigos da família que não consideram alguns tipos de violência grave mas que não deixa de ser relevante.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a violência infantil.Dessa maneira, cabe ao Governo Federal e ao Ministério da Educação, juntamente com a mídia, fazer campanhas em grandes horários de audiência e reuniões nas escolas, por meio de investimentos governamentais, a fim de que a sociedade seja mais atenciosa com as crianças. Somente assim, a população se tornará instruída e a violência infantil não será mais uma realidade no Brasil.