Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 06/07/2022

Em “Sociedade do Espetáculo”, Guy Debord defende que as sociedades conteporâneas há uma espetacularização da vida. Para o pensador francês, os cidadãos são transformados em platéias passivas. Esse conceito ajuda a entender o atual cenário brasileiro espetacularizado, na qual a violência infantil, contra crianças e adolecentes se tornou algo comum. Dessa forma, faz-se mister salientar as raízes históricas desse crime e a invisibilidade dos casos recorrentes, como pilares causadores dessa problemática.

A princípio, é fucral pontuar que historicamente, conter uma postura pautada em agressividade e excesso de força contra crianças se mostra uma ação delicada na sociedade brasileira. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, o corpo social incorpora pensamentos difundidos ao longo dos anos e reproduzem com naturalidade. Nesse sentido, o patriarcado difundiu que crianças devem ser tratadas com violência e não são vistos como individuos, uma vez que a cultara de educação deve ter o auxílio da punição violenta, com a ideia de que é a correção mais rápida. Assim, podendo gerar danos irrevessíveis para as vítimas desse dano moral.

Outrossim, vale, ainda, ressaltar a invisibilidade dos casos, como impulsionadora do problema. De acordo com a escritora Djamila Ribeiro, para atuar sobre um problema é preciso tirá-lo da invisibilidade. Dessa forma, o silenciamento e a invisibilização das particularidades envoltas a violência infantojuvenil, é um fenômeno da desresponsabilização do Estado em garantir seus direitos, além disso, o silenciamento de quem ver esses abusos ocorrendo. Portanto, estudar, denunciar e pensar na dinâmica de violência representa uma mudança no paradigma do tecido social.

Portanto, é crucial modificar esse cenário e, sobretudo, atenuar a violência infantojuvenil. Para tanto, o Governo Federal-órgão com instância máxima em parceria com o Ministéria da Educação, devem promover palestras e campanhas. Esse projeto será cumprido por meio das mídias sociais, com vídeos, post’s, textos explicando os males desses abusos, a fim de mitigar essa hostiliade com informações. Desse modo, haverá uma sociedade mais justa.