Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 16/07/2022
No filme “Um olhar do Paraíso”, Susie Salmon aos 14 anos teve sua vida interrompida depois de ser sexualmente violentada pelo seu vizinho. De maneira análoga a isso, é indubitável que a agressão infantil lastimavelmente é uma realidade para muitas crianças e adolescentes. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a naturalização da violência como forma educacional e suas consequências ao longo da vida.
Em primeira análise, evidencia-se que para muitos pais e responsáveis agredir fisicamente e emocionalmente seus filhos é algo normal quando se trata em educá-los. Sob essa ótica, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria diariamente, são notificadas no Brasil, em média, 233 agressões de diferentes tipos (física, psicológica e tortura) contra crianças e adolescentes com idade até 19 anos, fato que se faz presente a séculos, tendo como um dos principais motivos a agressão vindo de sua própria família como forma de ensino moral.
Além disso, é notório que essa cultura violenta impacta diretamente no desenvolvimento humano. Desse modo, segundo Mahatma Gandhi, a violência parece fazer bem, mas o bem é apenas temporário; o mal que faz é permanente, os danos gerados podem ser irreversíveis para o indivíduo exposto a tais atrocidades. Consoante a isso, problemas de saúde mental e social podem manifestar-se em decorrência as agressões acarretando ansiedade, transtornos depressivos, alucinações, comportamento agressivo e até tentativas de suicídio.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar a problemática da agressão física e psicológica durante a infância. Para isso, cabe a mídia em parceria com a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA) divulgar que é possível educar seus descendentes sem bater e deprimir emocionalmente, por meio de campanhas e palestras educativas para os genitores e responsáveis; com a finalidade de que os direitos da criança e do adolescente sejam assegurados e que haja uma educação positiva. A partir dessas ações, será possível que cada vez menos crianças e adolescentes tenham o mesmo doloroso fim que Susie Salmon possuiu.