Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 26/07/2022
No filme infantil “Matilda” é representado a vida de uma menina que é cercada por diversos tipos de violência, em sua família seus pais à negligenciam e abusam psicologicamente, já na escola a diretora agride fisicamente os alunos, com o objetivo de educá-los. De maneira análoga a isso, percebe-se como as principais pessoas que deveriam zelar pelo bem-estar das crianças não cumprem com seu papel. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: aumento da violência no meio social e a falta de denúncia contra abusadores.
Em primeira análise, evidencia-se como crianças que foram criadas em ambientes tóxicos psicologicamente podem se tornar adultos violentos, causando risco para si mesma e principalmente para a sociedade no geral. Sob essa ótica, estudos apontam que crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de abuso durante a vida tem cerca de 20% a mais de chance de serem criminosos, contribuindo assim para o aumento dos índices de violência no Brasil. Isso acontece porque, a infância tem um papel crucial na formação de caráter de um indivíduo, então se o mesmo é ensinado que ser violento é correto, automaticamente irá manifestar isso em sua vida adulta.
Além disso, é notório como muitos pais ainda estão presos a paradigmas educacionais ultrapassados, que acreditavam que para ensinar a uma criança era necessário agredi-la. Apesar da Lei n. 13.010/2014 proibir esse tipo de ação, ocorreu uma aceitação social sobre este problema, principalmente quando suas consequências não são visíveis, como é o caso da violência psicológica ou até mesmo a sexual, que deixam crianças e adolescentes mais propensos a desenvolverem depressão, ansiedade, doenças cognitivas e até mesmo pode provocar suicídio.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a violência infantil em âmbito nacional. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal enrijecer a penitência aos criminosos e promover campanhas de conscientização para pais sobre educação positiva, por meio de verbas governamentais, a fim de que crianças possam ter seus direitos garantidos. Somente assim, a realidade da infância de meninos e meninas não será como a da ficção do filme “Matilda”.