Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 27/07/2022
“A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano.” foi a frase dita por João Paulo II. De maneira análoga a isso, temos a violência infantil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes, o grande número de jovens que não possuem segurança dentro de suas próprias casas e o quanto isso afeta psicologicamente o desenvolvimento social deles.
Em primeira análise, evidencia-se o grande número de jovens que nem mesmo em suas casas possuem segurança. Sob essa ótica, a Fundação das Nações Unidas para a Infância (Unicef) realizou uma pesquisa e constatou que 70% desse tipo de violência ocorre nas residências das vítimas e que os pais e mães são os principais acusados. Dessa forma, ficou evidente que crianças e adolescentes correm risco até dentro de casa, o que se torna irônico, porque é onde eles deveriam se sentir seguros e acaba sendo um dos locais que mais correm perigo.
Além disso, é notório, o quanto isso afeta o desenvolvimento social e pessoal das crianças. Desse modo, tudo o que a violência faz é ensinar a criança que a força física é um método aceitável de obter o que se quer. Consoante a isso, as chances de uma criança se tornar um adulto revoltado é proporcional a violência que ela é exposta quando pequena. A partir do momento em que elas são expostas à violência doméstica, desenvolvem o medo de interagir socialmente, porque pensam que todos terão a mesma reação que seus pais e acaba que muitas não tem nem coragem de falar que estão sofrendo dentro de casa por medo das ameaças dos agressores.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a violência infantil. Dessa maneira, cabe a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), fazer com que as crianças se sintam mais seguras, por meio de pesquisas com frequência em escolas, palestras e acompanhamento coletivo com psicólogos, alunos e pais, afim de que as crianças se sintam seguras para contar o que acontece em casa e para que os pais saibam lidar de maneira correta com seus filhos e entendam que a violência não é um método necessário para educá-los. Somente assim, será possível garantir o direito da criança e do adolescente.