Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 16/08/2022
Na obra literária “A Guerra que Salvou a Minha Vida” é retratada a infância de Ada, personagem principal que é motivo de vergonha para sua mãe por ter um “pé torto”. Logo de início é apresentado um cenário onde Ada é agredida, menosprezada e mantida em cativeiro pela mãe, que viola o bem-estar da criança de diversas formas, acabando por influenciar o comportamento da menina exposto ao longo da trama. Simultaneamente, no Brasil são registrados diversos casos como o de Ada, relatos que infringem os direitos da criança e adolescente, configurando um cenário explícito de violência infantil.
A infância é o período mais vulnerável do ser humano, é uma fase em que o cérebro e corpo da mesma está sendo formado. Bem como, estudos comprovam que adversidades nesse estágio interferem até na saúde do indivíduo, o tornando mais propenso a doenças cardíacas, depressão e suicídio. Além dos problemas comportamentais, é claro.
Em segunda análise, há no Brasil uma normalização de comportamentos abusivos vindos dos pais, como exposições precoces a problemas adultos, uso de violência como forma de educar, e inferiorização da criança, sendo a mesma tratada como um bicho a ser domado, e não um ser humano a ser ensinado e inserido na sociedade conforme suas capacidades. Haja vista tais fatos, nota-se então um despreparo parental ao assegurar e instruir os diretos da criança e do adolescente.
Em suma, se faz necessária a implementação de um programa educacional em escolas com a ajuda de ONGS visando a conscientização de uma forma respeitosa de pais criarem seus filhos em casa. Simultaneamente, com a criação de uma equipe multidiciplinar composta por psicólogos, medicos e pedagogos nas escolas que acompanhem o desenvolvimento das crianças. E assim, quando preciso o acionamento do conselho tutelar para assegurar os direitos descritos no ECA. A fim de que a infância dos cidadãos brasileiros possa ser protegida e preservada.