Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 03/11/2022

No filme “Preciosa” vemos a história de uma adolescente inserida num contexto familiar extremamente abusivo desde a sua infância, a jovem cresce acompanha por muitos problemas psicológicos oriundos das situações vivencidas. Fora da tela, essa é a realidade de muitas crianças brasileiras que crescem em um ambiente abusivo e sem informação para buscar ajuda. Sendo assim, fica evidente como negligência estatal e a omissão por parte da mídia impactam negativamente a infância dos brasileiros.

Em primeiro lugar, a Constituição Federal Brasileira de 1988 assegura direito a dignidade. Todavida, esse é apenas mais um dos direitos legalizados que, conforme afirma o jornalista Gilberto Dimenstein, no livro “O cidadão de papel”, figuram tão somento impressos, haja vista que os meios para denunciar casos de violência infantil são ineficiente, tornando os números estatísticos equivocados, dificultando a criação de políticas públicas efetivas para preservar a integridade física e mental de crianças e adolescentes.

Assim como o descaso estatal, a falta de informação atráves da mídia ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Desse modo, conforme afirma Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia como agente formadora de opiniões, deve auxiliar para propagar escalarecer sobre as formas de violência e os meios para denúncias de crimes contra crianças e adolescentes.

Portanto, fica evidente como a negliência estatal aliada a desinformação contribuem para a permanência desse impasse. Para isso, cabe ao mídia, que tem função social, a elaboração de campanhas mais efetivas para disseminar informações sobre os tipos de violência e por meio de parcerias com o Ministério da Cidadania buscar incentivar a notificação de crimes infantis. A partir de ações como essa será possível combater esses delitos.