Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 27/05/2023
A cantora Lady Gaga, dona de vários sucessos no mundo musical, menciona em entrevista o fato de que na sua adolêscencia foi violentada por um companheiro de trabalho. Similar a história de Gaga, a violência infantil no Brasil é um grave problema, na qual muitos jovens são vítimas de violência, tendo o seu corpo tocado de forma totalmente imprópria e proibida. Dessa forma, convém analisar os fatos que estimulam o problema citado, como o risco à saúde corporal e psicológica dos mesmos.
Em primeira instância, a exposição a traumas físicos constantes é inadmissível, independente de qualquer condição, já que uma vez ocasionado graves efeitos ao jovem e em situações extremas, pode-se levar à morte. É necessário levar como exemplo, o caso Henry Borel, na qual, uma criança de quatro anos foi vítima de violência intrafamiliar grave. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, mais de 100 mil crianças e adolescentes morreram em decorrência de agressões, podendo ter um grande fator para que houvesse o aumento desse número, o isolamento social junto com a pandemia de Covid-19.
Diferentemente das doenças físicas que provocam sintomas mais leves, vale ressaltar as consequências psicológicas que acabam interrompendo a vida de todas as crianças e adolescentes que sofrem com esse desagradável problema, visto que possuem maior tendência à depressão e baixa autoestima, dificultando o convívio com amigos e parentes próximos. Juntando a isso, de acordo com o filósofo Immanuel Kant -o ser humano é aquilo que a educação faz dele- logo, crescer em um ambiente a qual a violência é normalizada, a criança irá se tornar uma pessoa tendente para ir ao mundo da violência no seu futuro, o que acaba impulsionando esses atos na sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema. O Ministério da Educação deve lutar contra a problemática, por meio de constituições, incluindo psicólogos nas unidades de ensino e em postos de saúde para todas as vítimas de agressão, visando a redução dos traumas adquiridos a partir dessas experiências. Desse modo, os direitos da criança e do adolescente seriam mais respeitados e não seriam violentados, assim como aconteceu com a cantora Lady Gaga.