Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 14/08/2023
O conceito de entropia, da física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne a violência infanto-juvenil, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Essas afirmações advêm de aspectos geracionais e sociais. Com base nisso, mudanças serão necessárias para resolver o problema.
Em uma primeira análise, João Paulo II afirmava que “a violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida. a liberdade do ser humano”. Nesse sentido, esse contratempo encaixa-se perfeitamente nas palavras do ex-papa. Essa correlação fundamenta-se na ideia de que muitos pais agem com violência visando educar, já que foram ensinados assim e acabam por propagar essa herança abusiva para as próximas gerações. Outrossim, esses abusos podem causar consequências como ansiedade, depressão, comportamentos agressivos e até tentativas de suicídio. Dessa forma, pode-se perceber real dimensão dessa adversidade que vem assolando a nção brasileira.
Observa-se, também, que não se caminha favoravelmente em direção a uma solução para esse impasse, haja vista que é fundamental apontar a sociedade como impulsionadora da violência. Diante de tal exposto, vale salientar que muitos jovens não sabem a quem recorrer quando sofrem agressões domésticas equando ocorrem em lugares públicos, muitas vezes os demais não intercedem de nenhuma forma. Em decorrência disso, dados fornecidos pelo jornal Le Monde Diplomatique Brasil, no primeiro semestre desse ano, foram registradas 69,3 mil denúncias de violação de direitos humanos e de crianças e adolencentes, estima-se que esse dado seja apenas 25% do total de ocorrências. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estatuto da criança e do adolescente(ECA), por intermédio de políticas públicas, fiscalize e puna quaisquer um que viole os direitos infanto-juvenis, a fim de mitigar tais violações. Sendo assim, uma ação iniciada agora, pode modificar todo o futuro da sociedade brasileira.