Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 05/11/2023
O filósofo Raimundo de Texeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, destaca-se a violência infantil, problema recorrente na sociedade brasileira, principalmente devido à má influência familiar e a não abordagem do assunto nas escolas.
Sob esse viés, é notório que as práticas de violência no ambiente doméstico é um grave empecilho, visto que muitas vezes os costumes e pensamentos, sejam bons ou ruins, são transmitidos de pai para filho, influenciando no modo como a criança age e acredita. Segundo o advogado Mahatma Gandhi, a violência não deve ser erradicada com o uso do ódio, para que se conviva em harmonia é preciso ser paciente e ter bons sentimentos em relação às outras pessoas, tal narrativa é descrita no livro “A virtude da raiva” escrito por Arun Gandhi, neto do pensador citado. Nesse sentido, observa-se a urgência de se combater a falta de empatia entre sociedade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a lacuna escolar como impulsionador das consequências do abuso aos jovens. Percebe-se a falta de comunicação entre o colégio e o aluno diante da temática, isto ocorre pois o assunto é negligenciado e tratado de maneira ofuscada no âmbito pedagógico, dificultando, deste modo, os relatos das crianças ou adolescentes. O filme “Matilda”, da rede televisiva Disney Channel, exemplifica o tema, já que a personagem principal, Matilda, convive com uma família alienada em programas de entretenimento e não demonstram importância para com a filha, esta é violentada psicologicamente por seus pais e irmão. A menina só consegue apoio após conhecer uma professora na escola que frequentava, conquistando, assim, a adoção por parte da pedagoga, que lhe dá auxílio e uma moradia decente.
Portanto analisa- se a necessidade de uma intervenção diante desse panorama, por isso o Ministerio da Educação por meio de divulgações as mídias crie campanhas de não agregação a jovens, disponibilizando psicólogos para auxiliar na no tratamento de sequelas para as vítimas.