Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 05/11/2023
O filósofo Raimundo de Texeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, destaca-se a violência infantil, problema recorrente na sociedade brasileira, principalmente devido à má influência familiar e a não abordagem do assunto nas escolas.
Sob esse viés, é notório que as práticas de violência no ambiente doméstico é um grave empecilho, visto que muitas vezes os costumes e pensamentos, sejam bons ou ruins, são transmitidos de pai para filho, influenciando no modo como a criança age e acredita.A violência não deve ser erradicada com o uso do ódio, para que se conviva em harmonia é preciso ser paciente e ter bons sentimentos em relação às outras pessoas. Nesse sentido, observa-se a urgência de se combater a falta de empatia entre sociedade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a lacuna escolar como impulsionador das consequências do abuso aos jovens. Percebe-se a falta de comunicação entre o colégio e o aluno diante da temática, isto ocorre pois o assunto é negligenciado e tratado de maneira ofuscada no âmbito pedagógico, dificultando, deste modo, os relatos das crianças ou adolescentes. O filme “Matilda”, exemplifica o tema, já que a personagem principal, Matilda, convive com uma família alienada em programas de entretenimento e não demonstram importância para com a filha, esta é violentada psicologicamente por seus pais e irmão. A menina só consegue apoio após conhecer uma professora na escola que frequentava.
Portanto, analisa-se a necessidade de uma intervenção diante desse panorama. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de divulgações nas mídias influenciadoras como Instagram, Twitter e jornais, crie uma campanha para a não agressão aos jovens, disponibilizando psicólogos e especialistas nas instituições de ensino, com formas mais dinâmicas e lúdicas de se trabalhar os fatos e depoimentos.