Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 23/10/2017

Com o advento da Revolução Industrial, no século XVIII, tem início a exploração compulsória de crianças nas fábricas e indústrias dos centros urbanos. As crianças eram vistas como algo sem valor, além disso, não possuíam direitos, sendo vítimas constantes de todo tipo de violência. Nós dias atuais, mesmo amparadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda sofrem agressões físicas, sexuais e emocionais, que ocasionam problemas como propensão ao uso de drogas e dificuldade de integração à sociedade.

No que se refere ao uso de drogas por crianças e adolescentes, constata-se relação direta com a violência, em razão de traumas causados na infância, período de desenvolvimento fisiológico. De fato, dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, demonstram que crianças ou adolescente que tiveram contato com situações extremas como agressões, possuem duas vezes mais chances de se tornarem viciadas em drogas ou álcool no futuro. Por conseguinte, ocorre a intensificação dos distúrbios emocionais e psicológicos, dificultando seu convívio social.

Ademais, a violência traz consigo diversas sequelas, como a dificuldade de integração à sociedade. É notório que crianças violentadas apresentam maior tendência à depressão e criminalidade, o que gera uma cadeia de dificuldades sociais. Com isso, tornam-se marginalizadas e sem acesso aos serviços de saúde e educação, acentuando sua situação de penúria.         Diante do exposto, constata-se a necessidade de que o Estatuto da Criança e Adolescente, em conjunto com a mídia, promova campanhas que incentivem a realização de denúncias, a fim de intensificar o combate aos abusos. Além disso, as prefeituras devem disponibilizar acompanhamento psicológico gratuito em postos de saúde para vítimas de agressões, visando a redução dos traumas advindos dessas experiências. Não menos importante, a sociedade deve se mostrar atuante, não se omitindo perante agressões e denunciando os infratores para as autoridades. Como consequência, todo dia será dia das crianças.