Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 26/10/2017

“Tudo o que a violência faz é ensinar à criança que a força física é um método aceitável de obter o que se quer.”. Analisando essa frase de Lionel Shriver, é possível perceber o quanto a violência, principalmente na vida das crianças, é algo perigoso e preocupante, que pode levar estas à usarem a violência para adquirirem o que querem. Infelizmente, a frequência da violência tem trazido problemas e preocupações para a sociedade, pois as crianças e adolescentes são o futuro do nosso país.

A utilização, no século XVIII, de castigos, punição física, espancamentos de crianças com chicotes, ferros e paus, era justificada como forma de cuidado. Porém, apenas no final do mesmo século,a infância passou a receber um olhar mais “atencioso”, pesando a utilização de crianças domo força de trabalho auxiliar durante a Revolução Industrial. Entretanto, mesmo com criações de leis, divulgação dos direitos das crianças, muitas destas ainda sofrem com algum tipo de violência.

É indubitável a quantidade de crianças que ainda são violentadas ou exploradas, sendo mais de 6,6 milhões destas agredidas por ano, segundo a Unicef. Nesse sentido, é notório que estas sofrem mais agressões dos pais, que muitas vezes oprimem os filhos com intenção de fazer estes lhes obedecer. Em outras questões, essas opressões são geradas ou por pais dependentes, portadores de problemas psicológicos ou psiquiátricos, ou então destes que foram vítimas de violência doméstica quando crianças, e, muitas vezes, reproduzem nos filhos o mesmo quadro vitimizador, formando ou continuando um ciclo.

Além disso, essas crianças são mais suscetíveis à depressão, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e outros problemas psiquiátricos. Ademais, estas têm maiores chances de morrerem de doenças cardíacas e de câncer de pulmão, visto que a exposição à adversidades afeta o cérebro e o corpo em desenvolvimento das crianças, provocando deficiências intelectuais e problemas sociais, quando as mesmas não são assassinadas pelos pais ou responsáveis. No entanto, se o governo não punir os agressores e a escola investir em palestras para pais e filhos, ressaltando os direitos destas e os problemas causados por opressões, será impossível amenizar os problemas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É necessário que o Governo Federal, junto ao Concelho Tutelar e psicólogos, busquem formas de ajudar crianças e adolescentes em todos os lugares no Brasil, punindo os agressores e visitando escolas, hospitais e residências, além de conversar com estas e com os pais, em busca de saber o que se passa com essas pessoas. Desta forma, será possível diminuir, mesmo que gradativamente, essas formas de agressões e garantir o direito das crianças.