Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 18/10/2024

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, escreveu em suas obras a “Teologia do traste” que busca dar valor a situações constantemente desconsideradas e desvalorizadas. Seguindo a lógica do poeta, faz-se preciso discutir os caminhos para combater a violência contra crianças e adolescentes que ainda é perpetuada no Brasil. Nesse viés, é imprescindível analisar a omissão governamental e a falta de engajamento e cuidado dos pais.

Convém ressaltar, a princípio, o entrave da negligência estatal contra a proteção da população infantojuvenil. Isso se reflete na frase do escritor inglês Aldous Huxley quando se diz “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Sob essa óptica, hepática do poder público assume uma omissão estatal no que se refere a ausência de políticas públicas para com a proteção dos jovens, assim, havendo aumento de relações sexuais com crianças vulneráveis na sociedade brasileira.

Além disso, a escassez da preocupação dos pais com essa problemática delicada que é a violência sexual, evidencia a falta de conversa familiar. A obra “Capitães de Areia” de Jorge Amado fundamenta a antecipada vida sexual das crianças do Brasil, com personagens vivenciando contextos que envolvem sua erotização e e também a lacuna familiar como base de formação. Análogo a isso, ao analisar a falta de zelo e responsabilidade para a segurança dos jovens, fica visível que a base familiar não busca estratégias para findar este problema social que é o violação infantil, ainda assim, não cumprindo seu papel de guarda familiar.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social para tais obstáculos sejam superados. Logo, cabe ao Governo Federal - órgão gestor do país - junto ao Ministério dos Direitos Humanos, estimular conhecimentos sobre educação e violência sexual, por meio de debates socioeducacionais, com objetivo de diminuir os casos de violência sexual e psicológica sofrida por crianças e adolescentes. Dessa forma, construir-se-á um Brasil mais democrático e valorizado como busca a obra de Manoel de Barros.