Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 28/10/2020

A violência no Brasil é mundialmente conhecida, o país está, segundo a OMS, entre os líderes no quesito número de homicídios, com a marca de 60.000 ao ano. Paralelamente, no trânsito essa tendência é refletida na medida em que a imprudência somada a distração no volante aumentam os números de mortes violentas.

Sob esse viés, vale destacar que esse violento quadro é sociocultural. De acordo com o conceito de “homem cordial”, do sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o brasileiro age com a emoção em detrimento à razão. Tal comportamento é perfeitamente observável no trânsito, em que, não raramente, surgem cenas de desrespeito como: motoristas avançado no sinal vermelho, ofensas verbais e a não concessão de passagem ao pedestre na faixa. Com efeito, todos esses modos de agir contribuem para que os índices de insegurança no trânsito aumentem, causando acidentes.

Além disso, a sociedade contemporânea vive distraída, conectada à nuvem. Nesse sentido, constata-se, diariamente, condutores manuseando seus aparelhos celulares enquanto dirigem. De fato, um automóvel pode causar muito prejuízo  em caso de manuseio errôneo, todavia, muitas pessoas conduzem com uma mão no volante e os olhos vidrados na tela. Assim, acabam colocando em risco a vida de outras pessoas que, muitas vezes, são vítimas de irresponsáveis.

Com base no exposto, fica clara a necessidade de se combater a falta de prudência no tráfego. Portanto, para que haja mais atenção ao volante e respeito à vida dos demais atores, além da sua própria, por parte de quem dirige, o DETRAN deve aumentar a fiscalização e endurecer as penas para quem oferece perigo nas vias. Isso será feito por meio do aumento na multa para quem estiver dirigindo e mexendo no celular, somado ao treinamento das Guardas Municipais, para que foquem em tais transgressões.  Desse modo, os cidadãos estarão mais atentos à condução de seus veículos, causarão menos danos à população e será implantada um cultura de respeito no trânsito brasileiro.