Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 26/09/2020

Devido à facilidade de obtenção de crédito por meio de financiamentos e consórcios, a frota de veículos no Brasil cresceu exponencialmente nos últimos vinte anos. Entretanto, os dados da Organização Mundial de Saúde apresentam uma grave situação derivada desse crescimento, eles mostram que o Brasil se encontra entre os cinco países mais violentos do mundo no trânsito, sendo essa problemática causada majoritariamente pela culpa dos condutores, que agem com imprudência, negligência ou imperícia.

Em primeiro plano, ressalta-se, que embora os veículos automotores sejam fundamentais para o desenvolvimento da nação, seu crescimento  representou um largo aumento no número de vítimas do trânsito ao longo dos anos, sendo que veículos de vários portes são envolvidos diariamente em acidentes fatais. A raiz desse problema está na culpa do condutor, na crença que muitos têm de que suas ações ou omissões não serão a causa de acidentes, no entanto, a realidade hodierna mostra que as vertentes que compõem a culpa são as principais causas de vítimas nas vias brasileiras.

Nesse contexto, é possível elencar algumas das inúmeras infrações que produzem a violência no trânsito, como a atitude imprudente de ultrapassar o sinal vermelho ou trafegar em velocidade acima do permitido, bem como a negligência com os cuidados na manutenção de veículos e, ainda, a imperícia, quando o condutor não é habilitado para dirigir. Tais situações são coibidas pela ação das policias de rodovias dos país, contudo, a grande área geográfica do país dificulta um trabalho mais efetivo.

Infere-se, portanto, que o alto número de vítimas no trânsito brasileiro deve ser combatido com eficiência. Para isso, é fundamental que a educação sobre o comportamento nas estradas se inicie desde a juventude. Assim,  os governos estaduais e municipais devem introduzir no currículo escolar do ensino médio uma disciplina de educação no trânsito, através da qual, a partir de uma formação contínua, será possível formar pessoas conscientes dos seus deveres e da necessidade do respeito à vida nas estradas, possibilitando, desse modo, a redução dessa problemática a médio prazo.