Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 26/09/2020
Na obra “Raízes do Brasil”, de Sergio Buarque de Holanda, é relatado o conceito de “Homem Cordial”, ou seja, o cidadão brasileiro costuma agir mais pela emoção do que pela razão. Assim, a maior parte dos acidentes no Brasil é causado por alguma imprudência, em que os indivíduos não respeitam as normas do trânsito, o que favoreceu a violência nesse ambiente. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a necessidade de consciência do condutor no trânsito, mas também a falta de providências do Estado.
Em primeiro lugar, a impaciência e a falta de responsabilidade presente em alguns indivíduos é a causadora de centenas de mortes no Brasil. Outrossim, vale relatar que o modelo rodoviário foi o mais investido no governo de Jucelino Kubitschek, sendo o mais utilizado por todos os cidadãos, o que contribui para o engarrafamento e exaltação no trânsito. Dessa forma, o indivíduo brasileiro deve buscar conviver com moral na sociedade, não dirigir embriagado, respeitar o próximo e agir de acordo com as regras da sociedade.
Ademais, é preciso uma reeducação na maneira que é tratado o sistema de trânsito no Brasil. Com isso, de acordo com Nelson Mandela, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, a educação é arma mais poderosa do indivíduo, sendo essa capaz de mudar o mundo. Desse modo, o Estado precisa orientar os cidadãos e torná-los conscientes das normas que visam salvaguardar as vidas dos passageiros e condutores.
Portanto, medidas estratégicas são necessárias. Urge que o Ministério da Economia invista em fiscalizadores eletrônicos, que devem começar a ser implementados com mais consistência, para alertar que atitudes erradas serão punidas, como meio de tornar uma sociedade mais responsável e diminuir a violência. Além disso, a mídia deve divulgar frequentemente as mortes por imprudência no Brasil, para conscientizar os indivíduos, a fim de tornar uma sociedade que visa ao bem-estar coletivo. Assim, a educação mudará as pessoas, como constatou Nelson Mandela.