Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 03/01/2021

Na franquia de filmes “Velozes e furiosos’’, é mostrado um conjunto de cenas no qual diversas pessoas sofrem acidentes de transitos e dirigem de forma imprudente. Todavia, infelizmente esses acontecmentos não se restringem à ficção, haja vista que, segundo pesquisas do site G1, nos últimos quatro anos o número de indivíduos que morreram em eventualidades automobilísticas ultrapassa os casos de óbitos por armas de fogo. Desse modo, cabe debater como a ineficiência dos transportes públicos, somado com a falta de fiscalizações contribuem para essas estatísticas.

De início, deve-se destacar que, alguns anos após a consolidação da produção de veículos em massa, um dos maiores problemas que afeta os centros urbanos são os engarrafamentos e os acidentes que esse ambiente propícia. Ademais, a falta de qualidade dos transportes coletivos é um fator que contribui para a permanência dessa mazela, posto que, para dados do portal Nosso Mundo( jornal com viés de sustentabilidade), 70% dos seus entrevistados alegam que caso as conduções públicos apresentasem uma melhor infraestrutura eles estariam dispostos a usarem esses meios de viagem. Dessarte, ao  investir dinheiro nesse setor o Estado não está só melhorando a qualidade de vida da população, mas também cuidando da segurança e da funcionalidade das suas rodovias.

Em segundo lugar, vale ressaltar que, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o estado da natureza é o ambiente no qual a falta de fiscalização e leis eficientes cria um cenário favorável a realização de crimes. Outrossim, esse presuposto pode ser comprovado ao se analisar que, segundo uma pesquisa realizada na USP(Universidade de São Paulo), os trechos de locomoção com maiores números de radares são os mesmos apresentam os menores índices de acidentes e infrações de trânsito em relação a todos os outros. Destarte, a relação direta entre o medo de ser multado e a redução na criminalidade é um fator que deve ser explorado pelo governo a fim de reduzir as altas estatisísticas desses atos que assolam o Brasil.

Portanto, ao conferir como essas ações mantem essa quadro maléfico, cabe apresentar medidas capazes de mudar essa realidade. Para tanto, é dever do Ministério da Infraestrutura aumentar a quantidade e a qualidade dos ônibos em circulação, além de inserir mais radares eletrônicos. Isso pode ser feito por meio da destinação de verbas para esses setores através de acordos com instituições públicas e privadas, para com isso minimizar de forma imediata esses problemas para que se possa poupar o máximo de vidas que o Estado conseguir. Dessa maneira, será possível criar uma sociedade com menos engarrafamentos e mais indicada para o tráfego de pessoas.