Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 27/09/2020

A Constituição Federal de 1988 garante a todo cidadão brasileiro o direito à segurança e à mobilidade urbana. Contudo, em decorrência do precário ambiente rodoviário a violência no trânsito é intensificada. Nesse viés, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do individualismo e da falta de conscientização.

Primeiramente, é válido destacar que condutas individualistas causam o impasse. De acordo com o sociólogo Bauman, a sociedade hodierna se torna cada vez mais individualista. Nesse sentido, de acordo com o pensador, o individualismo é responsável por concentrar um grande número de veículos nas ruas, que é responsável pela facilitação da ocorrência de acidentes. Assim, enquanto medidas alternativas de locomoção não forem usadas, por exemplo, o uso de ônibus, a população continuará a ser vítima do caos gerado nas ruas.

Ademais, é indubitável que a irresponsabilidade pública agrava o problema. De acordo com o IBGE, em 2018 aproximadamente 32 mil pessoas morreram por acidentes de trânsito. Nesse aspecto, o grave índice de mortes está ligado intrinsecamente à imprudência praticada pelos motoristas, pois o desrespeito às regras de trânsito, o uso de celular e a desatenção no trânsito são graves problemas que permanecem na rotina dos condutores. Assim, enquanto não houver uma mudança na mentalidade social, muitos indivíduos serão prejudicados nas vias.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas para resolver a problemática. Nesse contexto, o governo, por meio de investimento financeiro, deve melhorar a qualidade do transporte público, além de incentivar a população a usa-lo, tendo em vista que o uso do transporte coletivo reduziria o número de veículos nas ruas, o que, consequentemente, melhoraria a mobilidade urbana, tal ação tem a finalidade de reduzir o número de acidentes de trânsito no Brasil. Destarte, os preceitos constitucionais serão cumpridos.