Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 28/09/2020

De acordo com o filósofo Sartre, cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois esse é livre e responsável por suas ações. No entanto, nota-se a irresponsabilidade do social, no que concerne a violência no transito brasileiro, uma vez que muitos motoristas levados por atitudes irresponsáveis acabam por provocar sérios malefícios. Sendo assim, é crucial entender que a problemática espelha não só o Individualismo da sociedade contemporânea, como também a perda leis já conquistadas.            Convém ressaltar, a princípio, que o a falta de empatia é a principal causa do problema. Sob essa perspectiva, o filósofo Bauman defende na sua obra “Modernidade Líquida” que a sociedade é fortemente influenciada pelo individualismo. Nessa sentindo, essa tese pode ser observada de maneira específica na questão da violência no trânsito, visto que muitos motoristas não tem a paciência necessária para lidar com o estresse que o fluxo de carro e pessoas geram, como congestionamentos, pedestres em faixas erradas e falta de seta. Assim, cria-se uma visão imatura e apática em relação ao trânsito, que muitas vezes proporcionam violência verbais e até físicas.

Em paralelo, é preciso ressaltar que o impasse esbarra em leis já conquistadas. Sob esse viés, é válido lembrar que a elaboração do artigo quinto da Constituição Federal de 1988 foi baseada no sonho de garantir proteção e bem-estar a todos os brasileiros. No entanto, é notório que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor desse direito, uma vez que o problema da violência no trânsito se perpétua e, consequentemente, coloca a integridade moral e física de muitos em risco. Logo, verifica-se não só um irrespeito colossal  com as vítimas dessa violência, mas também a insuficiência da legislação.

Isso posto, com a finalidade de promover a empatia dos motoristas e mostrar ao social a necessidade de acabar com o impasse, urge que o Ministério do Trânsito, em parceria com as grandes mídias, faça propagandas informativas, por meio de canais de televisão e Internet. Para tal, essas devem conter depoimentos de pessoas que já sofreram danos com a violência no trânsito, com o intuito de gerar empatia e, portanto, reforçar a ação. Somente assim, os indivíduos irão agir com responsabilidade como defende Sartre.