Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 03/10/2020

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é o quinto país que mais comete atos de violência no trânsito. Nessa lógica, é notório o quão os indivíduos possuintes de meios de transporte estão despreparados nos quesitos respeito e sensatez. Nesse sentido, a negligência dos motoristas ao não cumprir as regras na estrada e a imprudência dos pedestres para com a segurança deles mesmos precisam ser discutidas.

A princípio, é necessária a conscientização daqueles que insistem em burlar as normas ao dirigir. Não só a ignorância ao sinal vermelho ou a ultrapassagem do limite de velocidade, por exemplo, mas também o consumo de álcool antes ou durante o uso de veículos é um dos principais casos de acidentes no tráfego. De acordo com a Lei Seca, inserida na constituição em 2008, é proibido ingerir bebidas alcoólicas enquanto se está dirigindo, porém muitos motoristas não seguem essa lei e continuam a consumir esses líquidos nesses momentos inadequados, o que gera um aumento nos acidentes e, consequentemente, em um número maior de mortes.

Outrossim, a falta de prudência dos pedestres com a sua própria segurança também precisa ser revertida. Conforme a Guarda Municipal de Itapetininga, em São Paulo, 90% dos casos de violência no trânsito são pela ausência de discernimento, e isso é um grave problema. Muitos dos pedestres não  usam a faixa para atravessar a rua ou, assim como os motoristas, não prestam atenção no semáforo, os quais são grandes empecilhos a serem resolvidos, por colocar suas próprias vidas em risco apenas por uma desatenção.

Portanto, é mister que essas questões sejam revertidas. Por meio da prefeitura, contratando funcionários públicos para essa tarefa, cabe aos governadores de cada estado investir em mais placas de sinalização, semáforos e faixas de pedestres. A fim de conscientizar a população sobre o cuidado que se deve ter no trânsito e que o Brasil se torne um dos países com menos acidentes e mortes, trazendo segurança a todas as principais vítimas desse impasse.