Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 30/09/2020
Émile Durkheim define como Fato Social o poder de coerção da sociedade sobre as ações individuais. Nesse sentido, é notória a existência de um Fato vigente no Brasil, a falta de responsabilidade ao dirigir. Assim, é possível observar que o problema da violência no trânsito é cultural e se estrutura sobre duas principais questões: a falta de instrução da população e a normalização da imprudência.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que a desinstrução da sociedade brasileira é uma importante aliada à violência no trânsito no país, já que, por falta de informação e exemplos, as pessoas dirigem sem imaginar os desastres que podem causar, como mortes e traumas físicos e psicológicos eternos. Por conseguinte, segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é o 4° país no ranking de violência no trânsito, o que ilustra a relação entre a ignorância da população e os alarmantes dados sobre o tema.
Ademais, a normalização da imprudência é um dos principais pilares da cultura brasileira. E, atualmente, tem acontecido com frequência quando, por exemplo, as pessoas gravam vídeos para as redes sociais, atendem o celular ou digitam enquanto dirigem, além do costume de beber e usar o carro para voltar à casa. Portanto, tais costumes coadunam com os levantamentos da ONU, que indicam que acidentes de trânsito são as principais causas de morte juvenil no mundo.
Sintetiza-se, pois, que para a atenuação do problema exposto é preciso que a cultura brasileira mude. Para isso, é importante que as escolas cumpram seu papel de educador social, por meio de palestras, vídeos e debates sobre a violência no trânsito, com especialistas na área que usem linguagem simples e acessível às crianças. Dessa forma, os jovens serão devidamente instruídos e o Fato Social será gradualmente modificado.