Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 28/09/2020

Em junho de 2008 ocorreu a implantação da Lei Seca no Brasil, a qual teve como objetivo mitigar uma das principais maneiras de violência no transito, sendo o ato de dirigir embriagado. Dessa forma, a lei conscientizou a sociedade por meio de punições financeiras. Em contrapartida, muitos casos de violência no trânsito ocorrem devido à falta de consciência da população e aos investimentos precários em educação, visando a formação de cidadãos que respeitem as normas de segurança.

Em primeiro lugar, a trivialidade da sociedade transforma algumas normas de segurança em motivos de fragilidade do motorista. De acordo com o filósofo Rousseau, o modo de agir e pensar de uma determinada população é moldado pelo meio em que a indivíduo vive. Nesse sentido, no Brasil, o uso do cinto de segurança e o hábito de dirigir em uma velocidade baixa são vistos como um motivo de vergonha para o motorista, devido a um estigma construído pela própria sociedade. Sendo assim, tal falta de consciência  da população torna-se um dos principais fatores da violência no trânsito, dessa forma, a implantação de leis como a de 2008 é necessário para conscientizar os motoristas em um curto prazo.

Em segundo lugar, diante do que foi exposto, a maneira mais cética para reduzir os casos de violência no trânsito está ligada à educação. Conforme a tese do filósofo Pitágoras: ‘’educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos’’. Seguindo essa linha de raciocínio, uma das práticas que são negligenciadas nas escolas brasileiras é o ensino ético e moral dos estudantes, uma vez que, o foco das escolas brasileiras é a formação de jovens com apenas o conteúdo básico em suas mentes, mas não a formação de cidadãos responsáveis e altruístas. Sendo assim, fica evidente que a educação é uma das melhores formas de mitigar os casos de violência no trânsito a longo prazo.

Portanto, tendo vista os fatores que mais provocam imprudências nas rodovias brasileiras, tal problemática deve ser resolvida com ações do Estado, promovendo a efetividade do que foi proposto no debate. A priori, devido à forma como a sociedade encara as normas de segurança, o Ministério da Justiça deverá sancionar novas leis que aumentem a fiscalização de irregularidades dos motoristas, por meio de órgãos de supervisão em rodovias e estradas, barrando qualquer imprudência que venha a trazer riscos. Ademais, o Ministério da Educação e a Polícia Rodoviária Federal deverão aliar-se para implantar palestras em escolas brasileiras, por meio de agentes, educando e conscientizando crianças e jovens sobre os cuidados e riscos  do trânsito, logo, mitigando a problemática a longo prazo.