Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 28/09/2020
A partir da Industrialização, o transporte individual passou a ser mais comum, o que trouxe muitos benefícios às relações humanas. Todavia, o atual cenário do trânsito brasileiro, muitas vezes tem trazido malefícios à sociedade, como é o caso da violência no trânsito. Desse modo, faz-se necessário o debate sobre essas circunstâncias a partir de dois fatores: a tolerância social e a negligência estatal.
Em primeiro lugar, a tolerância social diante da violência contribui para a resistência a mudanças. Nesse sentido, o conceito de “banalidade do mal”, desenvolvido pela socióloga Hannah Arendt, diz que a violência, quando muito comum, passa a ser percebida pela sociedade como algo “normal” ou “aceitável”. Dessa forma, os recorrentes abusos e imprudências nas vias não causam o espanto que deveriam nos indivíduos ali inseridos e, consequentemente dificulta a mitigação dessa mazela, pois impede o sentimento de necessidade de mudança.
Em segundo lugar, é importante debater sobre a ineficiências das atuais medidas de combate atuais. Nesse sentido, pode-se citar o Plano de Mortes no Trânsito que prevê a diminuição da mortalidade nas rodovias que contraditoriamente, de acordo a Organização Mundial da Saúde, continua a aumentar. Logo, fica evidente que os impactos dessas medidas ainda são insuficientes e representa uma negligência diante do cenário que retira a vida de milhares de pessoas por ano.
Dessarte, cabe ao Detran, departamento de trânsito, investir em medidas de conscientização. Por isso, ele deve divulgar campanhas, por meio das redes sociais, que mostrem depoimentos de vítimas da violência no trânsito de maneira que comova a população sobre os fatos. Dessa forma, o assunto poderá ser menos banalizado e despertar nos indivíduos o desejo de mudar, o que quebrará o ciclo vicioso que antes impedia a eficiência das ações de combate.