Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 18/11/2020

Com a globalização, iniciada após a Guerra Fria em 1991, o mundo se alterou consideravelmente à medida que a lógica econômica direcionava a impactos sociais e culturais, como por exemplo, a diminuição do espaço pelo tempo e o avanço da tecnologia que facilitou o cotidiano da população e gerou a ideia de que era possível resolver o dia a dia de maneira rápida. Por meio desse pensamento, a consequência seria a impaciência e a intolerância por parte dos indivíduos. Tal fato, quando se refere ao trânsito, evidencia uma grande problemática ao passo que a violência nas estradas cresce em números alarmantes no Brasil.

Mormente, faz-se importante destacar que a violência no trânsito é uma das principais causas de mortes no país e atitudes como, ultrapassar o sinal, não sinalizar setas com antecedência quando forem fazer manobras e não utilizar o cinto de segurança acarreta em situações de grandes desastres. De acordo com a Guarda Municipal de Itapetininga (SP), 90% dos casos não acontecem por acidente e sim, por falta de consciência e imprudência dos motoristas e pedestres. O que significa dizer, segundo Catarina Nanini, especialista em trânsito da GM, que tais cenas chocantes e deploráveis poderiam ser evitadas se houvesse a cautela daqueles que compõem o trânsito.

Além disso, o problema dos acidentes nas estradas se comporta como uma questão social, pois os lugares que apresentam os piores índices de mortalidade por violência são também aqueles que apresentam os piores índices de morte no trânsito. Como o Alagoas, estado do Nordeste, que apresenta dados negativos tanto para a violência pública quanto para a violência no trânsito pelo estudo realizado pelo Observatório. Com isso, o fato que alarma é que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quinto país mais violento nas estradas no mundo e números apontados pelos Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) mostram que são 150 mortes por dia em todo o país.

Portanto, indubitavelmente, faz-se necessário a intervenção do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), adotando leis mais rígidas com graves consequências se forem descumpridas, como multa em valores altos e perda da carta de motorista. Além disso, o Denatran deve fiscalizar os ocorridos, por meio da implementação de mais radares tecnológicos que visam detectar a ultrapassem de sinais de trânsito e a velocidade de um veículo a quilômetros de distância. Com isso, a finalidade é que o motorista avalie as consequências antes de cometer atos imprudentes. Logo, a violência no trânsito irá diminuir, juntamente com os números de mortes no Brasil.