Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 28/09/2020

Em um episódio da animação “Os Simpsons”, do autor Matt Groening, são retratadas aos telespectadores a violência em trânsito entre alguns personagens. Fora da ficção, o que foi descrito na obra relaciona-se com um problema da atual sociedade brasileira, em que a sociedade, de modo geral, tem a tendência a ignorá-lo: a falta de debates em torno da violência no trânsito. Desse modo, urge a necessidade de analisar como a negligência estatal e a imprudência das pessoas fomentam a problemática.

Primeiramente, há de constatar o descumprimento de algumas leis. Ademais, a Constituição Federal de 1988, garante acesso a um ambiente que visa o bem-estar de todos. Entretanto, constata-se que, no Brasil, há uma carência de políticas públicas que objetivam a manutenção da segurança no trânsito, uma vez que a violência em tal âmbito pode acarretar em inúmeras mortes que poderiam ser evitadas. Nesse contexto, conforme um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quinto país que possui o maior número de mortes em tráfego, fato este que certamente advém da escassez de debates em torno de tal calamidade.

Além disso, vale ressaltar irresponsabilidade dos cidadãos. Outrossim, de acordo com Heidegger, filósofo francês, o homem se constrói na medida de suas interações. Analogamente, as pessoas ao não desenvolverem um senso crítico acerca do que é certo ou errado no trânsito, podem acabar por cometer algumas imprudências, como desrespeitar a sinalização. Sob esse viés, consoante a Guarda Municipal de Itapetininga, aproximadamente 90% dos acidentes em rodovias e/ou ruas acontecem por causa da imprudência, seja do motorista ou do pedestre. Desse modo, conclui-se que a educação influência na maneira que a pessoa agirá em vias de transporte.

Destarte, medidas fazem-se relevantes para mitigar tal vertente. Portanto, cabe ao Ministério da educação, juntamente às mídias e dentro das escolas, instituir projetos como o “Conduza de maneira responsável e consciente”, responsável por educar os estudantes e suas famílias. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e guardas de trânsito, a fim de expor, debater e combater as consequências da violência em tráfegos. Assim, será possível distanciar-se-á do hediondo cenário apresentado inicialmente por Groening.