Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 05/10/2020
Segundo o escritor e psiquiatra Augusto Cury, “Os fracos usam a violência, os fortes as ideias”. Nesse sentido, o trânsito no Brasil tem sido bastante fraco, mostrando-se muito violento. Esse problema, possui duas causas principais: a hostilidade e a imprudência dos brasileiros no volante.
Inicialmente, é importante reconhecer a hostilidade presente entre os motoristas brasileiros. De acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), o trânsito no Brasil é um dos mais violentos do mundo, ocupando o quinto lugar no ranking. Isso é devido à tendência de não haver um diálogo entre os envolvidos de um acidente, por exemplo, para estabelecer um consenso para que não recorram à violência. Consequentemente, brigas e discussões tornam-se, muitas vezes, casos de polícia, em que um dos envolvidos é assassinado.
Outrossim, é válido ressaltar a cultura da imprudência no volante. Para o antropólogo Edward B. Tylor, cultura é todo o complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes e hábitos adquiridos. Essa insensatez é causada por uma crença de que não haverão consequências praticando maus hábitos como dirigir sem o cinto de segurança, durante o uso de celular ou, até mesmo, alcoolizado. Por conseguinte, muitos acidentes fatais poderiam ser evitados por uma maior consciência dos riscos que essas atitudes acarretam.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para atenuar a violência no trânsito do Brasil. Logo, urge ao Governo Federal, em parceria com a mídia, o dever de alertar a sociedade sobre os riscos da imprudência e das brigas no trânsito, e orientar a tomar posturas melhores como dialogar de forma calma e seguir as medidas de segurança. Essa ação pode ser feita por meio de propagandas, veiculadas pelas emissoras de televisão, e entrevistas que abordem o tema com profissionais do trânsito e com psicólogos. O objetivo disso é fazer com que as mortes por acidentes fatais e por discussões no trânsito diminuam e assim, a sociedade torne-se forte, passando a usar as ideias em vez da violência.