Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Ao assumiar a presidência, Juscelino Kubitschek continuou o projeto varguista de industrialização. O automobilismo moldou-se às ambições do governante mineiro: garantiu a rápida integração nacional e fortaleceu a indústria brasileira. Os benefícios dessa escolha, contudo, foram enfraquecidos pela falta de intermodalidade, que é renegada até hoje em nome do protagonismo do rodoviarismo. Os problemas dessa realidade evidenciam-se na violência no trânisito, baseada na irresponsabilidade individual e na negligência estatal.
Primeiramente, precisa-se analisar o comportamento dos cidadãos no trânsito. A ideia de status e a falta de um bom transporte público faz com que a sociedade tupiniquim prefira os carros de passeio aos meios coletivos. A nessecidade de ter um automóvel, no entanto, não é acompanhada da resposabilidade exigida: os motoristas não usam cinto de segurança, não bedecem os limites de velocidade, dirigem embriagados e utilizam celular no trânsito. Essa atitudes, então, tornam o cenário brasileiro caótico e causam um elevado número de mortes.
Além disso, a omissão governamental corrobora para a alta incidência de acidentes e mortes no trânsito no Brasil. O modelo rodoviário demanda uma grande quantidade de reparos, entretanto, os governos estadual e federal não garantem o cuidado necessário. Ademais, a fiscalização deficiente e a falta de punições são constantes na realidade brasileira. Dessa maneira, as ruas e estradas são de difícil e preigoso tráfego e os devios de conduta são praticados livremente.
Fica evidente, portanto, que o diálogo acerca do trânsito deve abordar as atitudes individuais e políticas. Para modificar essa questão, a conscientização precisa ser acompanhada de penalizações efetivas. Nesse sentido, o Ministério da Infraestrutura, em parceria à ONG’s, precisa fazer campanhas para educação dos motoristas e, associado ao Judiciário, deve garantir que as punições sejam feitas e cumpridas. Desse modo, as atitudes da sociedade nesse quesito mudará gradualmente para melhor. Por fim, o Ministério da Infraestrutura e as Secretarias Estaduais de Transporte precisam fazer reparos das vias de modo a garantir um tráfego mais seguro.