Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 01/10/2020
“Frágeis usam a violência e os fortes as ideias”, disse o médico psiquiatra Augusto Cury. Nesse sentido, é notório que a força brutal está presente em todos os âmbitos da sociedade, e principalmente no trânsito. Assim, no Brasil, acidentes, mortes e multas crescem, devido a desatenção e desinformação de motoristas e pedestres, uma vez que o estresse gerado pela rotina de trabalho se faz efetivo. Dessa forma, a falta de infraestrutura das cidades para suportar o grande fluxo de veículos, somado ao uso do celular e do álcool, acarretam o aumento da hostilidade nas ruas.
A priori, segundo a teoria de Zygmunt Bauman, Instituição Zumbi, o Estado perdeu sua função social, mas conserva sua autoridade, de modo negligente aos acontecimentos. Ademais, tal fato correlaciona-se diretamente ao déficit estrutural das rodovias e ruas de todo o Brasil, já que encontram-se em situação precária e desencadeiam acidentes. Desse modo, segundo o site Soma, 95% dos desastres são resultado de uma combinação de irresponsabilidade e imperícia, no qual o principal problema é a ineficiência do poder público na aplicação das leis e a inclinação dos brasileiros para burlar as regras. Além disso, a falta de ciclovias e as falhas na sinalização, também contribuem para essa tribulação.
Outrossim, no século XVIII, ocorreu a Revolução Industrial, que trouxe grande modernização, na qual não estagnou com o passar do tempo. Todavia, tal tecnologia, atualmente atrapalha os cidadãos em concentrar-se em suas ações cotidianas, como dirigir, uma vez que o uso do celular no momento da direção atrapalha a concentração do motorista. Do mesmo modo, o álcool recebe função de distração no trânsito, assim de maneira errônea motoristas e pedestres se aventuram nas ruas. Conforme o site supracitado 21% dos acidentes, apresentam um dos condutores embriagado.
Em suma, as rodovias introduzidas no Brasil no século XX, pelo Plano de Metas de Juscelino Kubitschek, apresentam tribulações. Com isso, cabe ao Ministério da Infraestrutura – criado em 2019 -, gerenciar a manutenção das vias mensalmente, por meio de investimentos no trânsito, com o objetivo de melhorar a capacidade e a organização das ruas. Bem como, é dever do Estado - instituição de governo -, aumentar a fiscalização, por intermédio de viaturas policiais e radares, para identificar o uso de celular e o consumo de álcool ao volante, a fim de diminuir os índices de acidentes. Logo, de forma gradativa ocorrerá a diminuição da violência no tráfego brasileiro.