Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 07/10/2020

O homem é dotado de inteligencia e sabedoria, considerado um animal racional que pensa antes de agir. Todavia, essa concepção nem sempre é utilizada, o que desencadeia as violências, como no trânsito, trazendo, assim, o debate a respeito dessa agressividade nas ruas e o que ocasiona ela. Com isso, alguns dos motivos dessas ações são a ignorância humana e os vícios em costumes errôneos.

Em primeiro lugar, a falta de raciocínio lógico produz uma violência no trânsito. Nesse sentido, René Descartes, filósofo iluminista, argumenta que a razão é inerente ao homem, o que desencadeia uma sentimento de superioridade em relação aos outros seres. Nesse aspecto, essa ideia de ser superior ocasiona uma ignorância nas pessoas de acreditar sempre estar certo, em qualquer das hipóteses, sem avaliar suas ações e comportamentos, o que consequentemente proporciona debates e violências para à defesa do ponto de vista próprio, produzindo mortes e cenas lamentantes nos locais de circulação. Exemplo dessa agressividade nas ruas são os dados, liberados pelo Ministério da Saúde, que a cada 100 mil veículos há quase 300 mortes por violência no fluxo de carros. Logo, é preciso combater essas relações ilógicas de discussões no ambiente de movimentação de automóveis.

Em segundo lugar, os costumes errôneos viciam os motoristas a péssimos hábitos. Deste modo, John Locke, filósofo iluminista, argumenta que as pessoas são como folhas em branco e ao longo das experiências são formados os pensamentos e as ações delas. Dessa maneira, a implementação de costumes ruins ao dirigir pode se vincular ao comportamento humano, tornando-se um vício que prejudica quem está ao redor, proporcionando acidentes e brigas em razão de informações não fornecidas ou por motivos de não obedecer as regras de direção, em função de buscar formas mais fáceis de realizar ações no automóvel. Exemplo desse hábitos errôneos são a não utilização de cinto, a ausência de sinalização, a falta de respeito com os sinais e outros. Assim, é preciso corrigir esses costumes enraizados nos motoristas para evitar problemas maiores no trânsito.

Portanto, o Ministério da Segurança, em parceria com o Detran, deve realizar ações, como debates e orientações da forma a se porta em certas situações, por meio de palestras e discussões com psicólogos e profissionais da saúde mental, da mesma maneira que é realizado outros eventos públicos, para que assim haja o debate a respeito da agressividade dos motoristas, combatendo ela e exibindo maneiras de evitar problemas. Ademais, o Detran, em parceria com o Poder Legislativo, deve realizar ações, como multas e reavaliações em campo, por meio de leis que exijam o testes constante das pessoas com automóveis, da mesma forma que é realizado o teste de habilitação, para que assim seja combatido os hábitos ruins, impedindo acidentes e atos de violência no trânsito brasileiro.