Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 02/10/2020
Lançado no ano de 2012, o documentário “Luto em luta” traz ao público relatos de pessoas que perderam amigos e familiares no trânsito no Brasil. Nesse contexto, apesar de ter sido lançado há quase uma década, o longa-metragem retrata a realidade ainda enfrentada por motoristas, passageiros e pedestres brasileiros: a alta taxa de violência no trânsito. Sob essa perspectiva, em concordância com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país ocupa o quinto lugar no “ranking” de nações mais agressivas no trânsito. À vista disso, é importante analisar que essa realidade se faz presente no país em virtude da influência da sociedade brasileira e, por conseguinte, posterga os direitos essenciais de seus cidadãos.
Em primeiro lugar, ressalta-se o influxo do corpo social brasileiro na circulação diária de veículos. Nesse sentido, de acordo com a filosofia iluminista de Jean-Jacques Rousseau, o homem é fruto do meio onde vive. Dessa forma, destaca-se que o mau comportamento da população no trânsito, caracterizado pela agressão, certamente reflete a conduta de sua sociedade. Como prova disso, o Brasil é, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), um dos dez países mais violentos do mundo. Portanto, por essa razão, verifica-se a importância de ações educativas para reverter esse quadro no cotidiano da população.
Além disso, salienta-se o papel do governo nesse cenário do tráfego nacional. Nessa conjuntura, segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, é dever do Estado garantir aos cidadãos os seus direitos fundamentais, bem como a segurança. Dessa maneira, as autoridades administrativas brasileiras falham na sua incumbência de assegurar ao povo o acesso aos seus direitos básicos, haja vista que, consoante a OMS, o índice de mortalidade no trânsito brasileiro aumenta a cada ano. Dessa maneira, fazem-se necessárias intervenções governamentais em favor da proteção da população brasileira, que diariamente utiliza as ruas para deslocamento.
Em suma, a agressão no tráfego brasileiro é influenciada pelo comportamento social, situação essa que distancia os cidadãos do seu direito à segurança. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), mediante a contratação de profissionais qualificados, a exemplo de agentes de trânsito, promover, nas escolas, aulas e palestras a respeito do comportamento adequado na afluência diária, a fim de educar a população desde a infância. Ademais, o Poder Legislativo, como principal mediador entre o povo e a legislação, deve, por meio da sanção de leis mais rígidas, aumentar a pena para esses agressores, com o intuito de adverti-los dessa má conduta. Dessarte, com essas providências, espera-se reduzir o índice de violência no trânsito no Brasil.