Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 08/10/2020

A obra “O grito” de Edvard Munch apresenta uma figura em profunda angústia e desespero. De maneira análoga, tal situação de desconforto também se faz presente na realidade do povo brasileiro, uma vez que, são crescentes os números de violência no trânsito. Dessa forma, a persistência de tais atos são inconcebíveis no mundo contemporâneo e, merecem um olhar mais crítico de enfrentamento.

Cabe pontuar, em primeiro plano, que a Constituição Federal de 1988 assegura o acesso à segurança como um dos direitos básicos dos cidadãos. Conquanto, não é o que se percebe-se no cotidiano dos brasileiros, pois não há o cumprimento dessa garantia. Acerca disso, é relevante pontuar que a pouca fiscalização por parte do Estado contribui para formas ilegais de obtenção de CNH, como a compra da carteira de motorista, que se torna acessíveis à indivíduos incapacitados, trazendo malefícios ao combate da violência no trânsito.

Ademais, segundo Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem”. Diante disso, é inegável que o grande inimigo dos seres humanos são eles próprios, por serem naturalmente violentos. Em consonância com a situação atual do Brasil, o número de casos de violência no trânsito pode ser associado a pouca eficácia do código de trânsito que por não ser aplicada da forma correta, é considerada por muitos, branda. Pode se ressaltar, a nível de ilustração, dados da OMS em que o Brasil é o quarto colocado em número de mortes no trânsito nas Américas.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolução do impasse. Sendo assim, o Estado deve investir não só na capacitação dos fiscais, mas também, na reestruturação do código de trânsito. Isso pode ocorrer, por meio da elaboração de campanhas pelas plataformas digitais e no desenvolvimento de uma política de segurança mais rigorosa. Para que assim, “O grito” seja apenas uma obra vanguardista.