Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 19/10/2020
O automóvel foi uma das grandes invenções do homem. Ao longo dos anos, a espécie humana foi se organizando em sociedade e desenvolvendo meios para facilitar seu deslocamento. Dessa forma, o sistema rodoviário foi implantado e sendo, progressivamente, aprimorado na território brasileiro. A intensificação desse processo gerou maior mobilidade à população, mas também possibilitou a ocorrência de eventuais ações maléficas por parte dos cidadãos, como o ato de dirigir após consumir bebida alcoólica.
Os acidentes no trânsito são a terceira maior causa de morte no mundo. No Brasil, o número de mortos em acidentes de trânsito cresceu 38,3% no período de 2002 a 2012, segundo dados do Mapa da Violência – levantamento baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. As principais causas apontadas para a violência no trânsito são a precariedade das estradas, a infraestrutura deficiente, a falta de ciclovias e as falhas na sinalização. Outros fatores de risco seriam a falta de segurança de alguns carros e a inabilidade dos motoristas no trânsito.
Ademais, os gigantescos déficits econômicos são também impactos gerados pela violência no trânsito brasileiro. Segundo ENS (escola nacional de seguros), no ano de 2016 cerca de 33.500 pessoas morreram no trânsito e outras 28.000 aposentaram por invalidez devido aos problemas relacionados com os acidentes, provocando um gasto de 140 bilhões de reais para os cofres públicos. Tal quantia exorbitante agrega aproximadamente 0,2% do PIB nacional, além disso poderia ser direcionada aos outros setores que sofrem com a crise instaurada no Brasil, como a educação e saúde.
Os impactos da violência no trânsito, portanto, permeiam perante os altos números de assassinatos provocados por confrontos nas rodovias e o considerável “rombo” econômico. Para sanar tais problemas cabe ao Ministério da segurança juntamente com o DETRAN por meio de veículos midiático, por exemplo, Facebook, canais televisivos, elaborar um programa, cuja função seria não somente conscientizar os motoristas que no trânsito não é lugar para discussões, mas também fiscalizar as rodovias por meio de guardas de trânsito aplicando severas multas para quem desrespeitar as leis.