Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 04/10/2020

É de conhecimento de muitos que dirigir é algo sério e exige cuidado e muita atenção. Apesar de essa informação estar dissipada pela população, não é condizente com o que se observa nos dados da OMS, os quais indicam que o Brasil é o quinto país mais violento no trânsito no mundo, sendo responsável por 150 mortes diárias por todo o país. Visando esses significativos números, medidas devem ser tomadas a fim de melhorar a situação do trânsito no Brasil.

Consoante pesquisa do site Observatório, os estados que apresentam piores índices de mortalidade por violência são, de maneira geral, também aqueles apresentam os piores índices de mortalidade no trânsito. Logo, é possível concluir que a violência ao dirigir está relacionada a questões sociais. Tal situação pode ser vista no documentário Perrengue - O desafio da mobilidade em São Paulo, que relata rotina e problemas de pessoas de diferentes regiões de São Paulo.

No contexto técnico-científico atual, em que a velocidade e a eficácia são supervalorizadas, a pressa tornou-se comum na rotina do brasileiro. No entanto, quando se trata de trânsito, tal característica pode ser fatal, visto que muitas pessoas acabam descumprindo regras básicas no trânsito ao estar na velocidade da via somente perto dos pardais ,não dar seta antes de mudar de faixa e usar o celular enquanto dirige. Tudo isso para se adiantar e chegar mais rápido no destino pessoal. Todavia, essas pequenas agressões à lei podem definir se ocorrerá um acidente ou não.

Dessa forma, reforça-se a ideia de que a violência no trânsito no Brasil é uma questão social, mas que depende de atitudes individuais. Assim, compete ao governo aplicar as leis do trânsito com maior eficácia e rigidez, realizando frequentes fiscalizações, principalmente em locais historicamente mais violentos. Ademais, é preciso que ele faça palestras e campanhas, conscientizando sobre a importância do cuidado no trânsito e do cumprimento de tais leis para que os tristes dados citados não se repitam com tamanha proporção.