Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 07/10/2020

Durante o século XX, o modelo de superprodução de Henry Ford ocasionou uma popularização dos veículos automotores, e desde então a ideia do empreender se tornou o sonho de consumo de milhares de pessoas ao redor do mundo. No Brasil não seria diferente, de acordo com o DENATRAN, em 2014 o país já possuía 1 automóvel para cada 4,4 habitantes, no entanto a falta de infraestrutura, má formação de condutores e a falta de conscientização no trânsito contribuíram para que a Organização Mundial de saúde, apontasse o Brasil como a quinta nação mais violenta no trânsito no mundo.

Em primeiro plano, há de se observar a precariedade e falta de investimentos em mobilidade urbana no país. Não é raro ver buracos nas estradas, sinalização defeituosa ou posicionada de forma errônea. Apesar de o Brasil possuir um código de trânsito extenso e leis rígidas, como por exemplo a lei seca, outro fator que corrobora para essa posição no ranking é a falta de fiscalização  e punição governamental, o que ocasiona a sensação compartilhada de impunidade.

Ademais, o país volta a esbarrar em outro problema educacional, dessa vez voltado ao trânsito. Perante essa adversidade surgem dois fatores: a imperícia e a imprudência. O primeiro deles poderia e deve ser resolvido durante a formação do condutor no período que frequenta a autoescola, já o segundo é uma ação contínua, onde cada indivíduo deve ser conscientizado a todo momento sobre a responsabilidade no trânsito e as consequências que seus atos podem resultar.

Diante disso, urge ao Contran realizar parcerias com o Ministério da Educação para promover a educação no trânsito em escolas e universidades, através de cartilhas, palestras e rodas de conversas buscando conscientizar para prevenir. Paralelo a isso, o poder executivo, em cada uma das suas esferas, deve buscar a melhoria da infraestrutura em estradas, ruas e rodovias e um maior rigor na fiscalização.