Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 08/10/2020
O livro “Como eu era antes de você”, de Jojo Moyes, trata-se sobre a vida de Will. Em meio a isso, é mostrado que Will sofreu um acidente de moto e ficou tetraplégico. Embora tal narrativa seja ficcional, a situação não se destoa da realidade do Brasil, visto que cresce o número de acidentes de trânsito. Por sua vez, é possível destacar a irresponsabilidade da sociedade e a inadimplência governamental como os maiores índices da problemática.
A primórdio, vale ressaltar que há reincidência da violência no trânsito. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o 5° país com mais acidentes de trânsito é o Brasil. Nesse sentido, entende-se que a comunidade é imprudente na direção, uma vez que nem sempre usam cinto de segurança ou respeitam o sinal fechado, por exemplo. Sendo assim, é preciso que o Estado informe os perigos a sociedade.
Outrossim, convém mencionar que o descaso do poder público agrava o impasse. Conforme prevê o artigo seis da Constituição Federal de 1988, é dever do Governo garantir o direito à segurança à população. Paralelamente, o filósofo Thomas Hobbes declara que o Poder Estatal deve assegurar o bem-estar da comunidade. No entanto, percebe-se que esse dever não é efetuado, uma vez que não há medidas para informar ou prevenir os acidentes. Dessa forma, é necessário que o Poder Estatal crie campanhas informativas.
Portanto, é mister que o Poder Executivo tome providências capazes de atenuar a violência de trânsito. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com os prefeitos municipais, criar palestras e campanhas, em locais públicos, com profissionais da área para administrar o debate, por meio de verbas da União, com o fito de combater os incidentes. Dessarte, espere-se, com essa medida, que o corpo social tenha mais responsabilidade para dirigir.