Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 06/10/2020
O modelo fordista de produção, o adotado por Henry Ford, popularizou o automóvel durante a segunda revolução industrial. Nos dias atuais, o número cada vez maior de motoristas veio acompanhado também de um aumento nos casos de violência de trânsito, deixando inúmeras vítimas a cada ano. Tal problema tem suas raízes tanto na insuficiência governamental quanto na mentalidade dos motoristas.
A princípio, é válido destacar a falha da aplicação das leis no que tange à violência no trânsito. A constituição de 1988 visa garantir a integridade física dos indivíduos, entretanto, dados do IBGE mostram que o número de mortes nas estradas vêm crescendo exponencialmente nos últimos anos. Nessa perspectiva, percebe-se que, embora existam normas, há pouca fiscalização e punição dos infratores, o que contribui para o crescimento do problema visto que, sem uma ação adequada do Estado, o sentimento de impunidade é disseminado.
Em segundo lugar, a inconsciência da população atua como um dos impasses para a resolução desse cenário. Conforme Maquiavel, ‘‘mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes’’. A ótica do filósofo aponta para uma falha comum na sociedade, acreditar que as leis em si podem resolver uma questão complexa como a violência de trânsito quando parte do problema reside na imprudência dos motoristas. A falta de gentileza e respeito tanto pelos pedestres quanto pelas próprias normas de trânsito compõem uma cultura que contribui cada vez mais para a manutenção da violência nas rodovias
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se modificar esse cenário. Para isso, O Departamento Nacional de Trânsito deve, a fim de diminuir a violência no trânsito, instituir um programa ser ministrado nas Autoescolas do país para velhos e novos motoristas. O programa deve abordar temas como a importância de se respeitar as normas de tráfego além de conter dados recentes do IGBE sobre acidentes de carro e moto e os impactos deles na vida das dos envolvidos, buscando consciêntizar os individuos.