Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 06/10/2020
Com os avanços dos meios de produção durante a primeira revolução industrial, foi possível desenvolver o primeiro automóvel. Hodiernamente, depois de séculos dessa invenção histórica é notável à dependência direta de grande parte da população para com carro, como é chamado coloquialmente. Contudo, diante do mundo polarizado, em que ideologias se divergem de maneira agressiva, o convívio em grupo como acontece no trânsito, acaba por gerar as mais diversas formas de violência. Desse modo, a ineficiência governamental que insiste em não punir severamente os infratores e a incitação da violência por figuras de destaque no Brasil são os principais motivadores do aumento das atitudes agressivas nesse âmbito.
Mormente, é fulcral pontuar que o crescente número de casos de mortes no trânsito brasileiro, que segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, é de 5 mortes a cada hora, é decorrente do descaso governamental que não puni de maneira eficaz os infratores. Nesse sentido, os deveres dos órgãos responsáveis por fiscalizar e controlar as relações nesse meio não são realizados de forma correta, além de possuir ligação com os esquemas de corrupção presentes. Assim, a execução dos métodos punitivos, que em grande parte são severos, não obtêm total êxito. Consequentemente, isso influência na liberdade adquirida pelos motoristas para confrontar outros, levando em alguns casos a morte.
Em segunda análise, é importante ressaltar que um dos motivadores para as frequentes agressões no trânsito é o poder de influência de pessoas públicas, dentre eles estão: lideres políticos e influenciadores digitais. Nesse sentido, atitudes vistas como corretas são replicadas por tais indivíduos e acabam por motivar outras pessoas. Dessa maneira, afirmando à superficialidade das relações na atualidade, ou seja, as relações líquidas como foram retratadas pelo sociólogo Zygmunt Bauman. Assim, no contexto atual brasileiro, falas como a do presidente Jair Messias Bolsonaro, que apoia o uso de armas de fogo para defesa individual, acaba por resultar em conflitos diretos e em locais públicos, acarretando em mortes.
Em suma, é preciso combater a ineficácia governamental e evitar a propagação de conteúdos de ódio disparados por pessoas públicas para a resolução dos impasses citados anteriormente. Dessa maneira, é de responsabilidade do Poder Legislativo, parte do governo que elabora leis, desenvolver um estatuto que implique no aumento das penas de pessoas que forem detidas em conflitos no trânsito. Assim, por meio da alteração da pena e ao desconsiderar a fiança em casos graves é possível controlar a violência nesse meio e diminuir a quantidade de mortos.