Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 07/10/2020

Conforme Weber, Dominação Racional Legal é se fazer ser obedecido e influenciar pessoas através de leis. Assim, podemos apontar falhas cruciais no controle da violência no trânsito em território brasileiro: a ineficácia do Estado em criar e aplicar medidas de controle; e a má formação dos motoristas enquanto aprendizes.

Primeiro, é de responsabilidade governamental revisar as decisões já tomadas e garantir que elas sejam eficientes. Isto posto, apesar de meios de controle no que diz  respeito ao problema em questão como a Lei Seca e uso de bafômetro já existirem, urge a necessidade que novas campanhas sejam desenvolvidas. Deste modo, o poder público não deve negligenciar os altos índices de violência como, por exemplo, em Alagoas - o local apresenta 568 mortes a cada 100 mil veículos de acordo com o Ministério da saúde.

Também, devemos nos atentar para a formação desses motoristas. Consoante a Durkheim, a escola é o local primário de socialização dos indivíduos. Analogamente, a mesma lógica pode ser aplicada para onde formamos aqueles que retiram a Carteira Nacional de Habilitação. Cabe às escolas automobilísticas exigir bons resultados e imputar, durante as lições, a noção de risco que tanto falta aos motoristas que provocam danos ao longo de seus trajetos. De tal maneira, podemos reavaliar a educação oferecida no dia a dia.

Destarte, concluímos portanto, a urgente necessidade de mudanças nesse cenário. Afim de promover alterações, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com a mídia, exibir campanhas publicitárias, em horário nobre, divulgando medidas que conscientizem acerca dos riscos na direção, com a finalidade de expor os condutores às informações essenciais. Não obstante, compete a Câmara do Senado viabilizar projetos e novas leis que fiscalizem más práticas e a qualidade de ensino nas autoescolas, assim que se fizer possível. Finalmente, as leis serão o guia de comportamento e ética no trânsito.