Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 07/10/2020
Embriaguez no volante, brigas, infrações às normas e acidentes. Esses são exemplos do cenário violento que tem crescido no trânsito brasileiro. Além disso, com a economia nacional em crescimento, aumentou, também, o fluxo de pessoas e bens na extensa malha rodoviária e, consequentemente, maiores conflitos no tráfego. Com isso, a cultura de violência para solucionar problemas e as perdas econômicas geradas por este são reflexos da hostilidade, cada vez mais evidente, no trânsito do Brasil.
Primeiramente, uma expressiva parcela de indivíduos fundamentam-se na violência para resolver conflitos. Ademais, a mentalidade individualista, o estresse, falta de empatia e despreparo emocional contemporâneo são fatores que contribuem para a violência no trânsito. Dessa forma, é comum ser noticiado, nos jornais e mídias digitais, brigas, acidentes, mortes de condutores e pedestres resultantes da hostilidade das circulações urbanas. Todavia, isso é completamente contrário à filosofia kantiana de ’’ Imperativo Categórico’’, no qual as ações individuais devam ser tais que possam ser universalizadas. Logo, toda essa violência pode surgir de atitudes impulsivas e apáticas reforçadas pela da falta de educação e preparo, técnico e emocional, para o trânsito brasileiro.
Concomitantemente, tal ferocidade no tráfego gera perdas econômicas colossais. Outrossim, importantes dados da Agência Brasil ilustram, por exemplo, que no ano de 2017 quase 200 milhões de reais foram destinados a indenizações por morte, invalidez e danos materiais no trânsito. Ora, esse ‘‘rombo’’ representa 3,5% do Produto Interno Bruto que poderia ser investido em saúde, projetos sociais e a própria educação no trânsito. Porém, tal recurso financeiro é gasto para cobrir despesas de acidentes e mortes evitáveis gerados por condutores e pedestres mal instruídos, por estresse, desatenção, pressa e outras violências.
Portanto, fica claro a necessidade de discutir os problemas gerados pela violência no trânsito brasileiro e cabe ao DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), órgão executivo máximo do Sistema Nacional de Trânsito, implementar ações mais rígidas que aumentem o cumprimento das leis de tráfego. Isso pode ser realizado por meio de fiscalizações mais frequentes, como Blitz, punições mais rígidas aos infratores, para resultados a curto prazo. Além disso, tal departamento deve investir mais incisivamente em educação no trânsito que, embora a longo prazo, será mais eficiente por contribuir para cidadãos mais consciente de suas responsabilidades no trânsito. Essas medidas visam mitigar o cenário caótico de desrespeito, infrações e os inúmeros acidentes e mortes evitáveis ocorridos por causa da violência no trânsito no Brasil.