Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 08/10/2020

A Segunda Revolução Industrial foi um marco na história, em princípios da segunda metade do século XIX com a invenção dos meios de transportes motorizados. Entretanto o preço a ser pago por essa inovação tem custos sociais até hoje, entre eles a violência. Com o crescimento das cidades e a demanda de veículos aumentando, a mobilidade urbana ficou debilitada, provocando estresse entre os motoristas e a irresponsabilidade frente ao volante.

Em primeiro plano, é notório que a infraestrutura das cidades brasileiras são inadequadas e insuficientes para gerir o fluxo de veículos, causando congestionamentos e engarrafamentos que por sua vez viabilizam a violência entre os motoristas. O exemplo disso são as inúmeras discussões que ocorrem nos grandes centros urbanos, que muitas vezes terminam em agressões e prejuízos sociais que poderiam ser evitados. Diante disso, entre esses prejuízos estão os gastos excessivos do Estado em hospitais para atendimento de emergência, tendo forte impacto no sistema socioeconômico brasileiro.

Além disso, outro impacto de grande relevância no país, são as vidas perdidas no trânsito, principalmente entre os jovens, como pode ser evidenciado pelos dados da ONU, cuja pesquisa indicou que a irresponsabilidade nas estradas e o álcool é a principal causa da morte entre os jovens entre 15 e 29 anos no mundo. Com isso, constrói-se uma situação caráter social e governamental, pois tem forte impacto na sociedade e no sistema de trânsito brasileiro.

Portanto, fica evidente que as condições das estruturas do tráfego de veículos e a imprudência por parte dos condutores não só influenciam no trânsito, mas no corpo social como um todo. Nesse sentido, urge que o Governo Federal em parceria com as empresas privadas de construções civis modernize a infraestrutura das cidades através de pesados investimentos nesse setor a fim de preservar a integridade física e psicológica do condutor, além de diminuir os índices de acidentes e evitar negligência dos motoristas, promovendo assim uma melhor mobilidade urbana.