Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 15/10/2020

A violência no Trânsito é um dos principais fatores que concorrem para o quadro alto de mortes diárias no Brasil. Nesse sentido, a imprudência e a falta de consciência são pontos que influenciam diretamente esse cenário trágico que assola o país e que, por isso, deve ser motivo sempre de grande debate pelas autoridades públicas.

Primeiramente, sabe-se que os investimentos em malhas rodoviárias urbanas e rurais, bem como em engenharia de tráfego não acompanham o crescimento exponencial de veículos circulando nessas vias, o que contribui para um trânsito congestionado e mal estruturado. Ademais, soma-se a isso, os flagrantes diários de imprudências, seja pela falta de cinto de segurança, pela ultrapassagem proibida ou até mesmo pelo completo desrespeito às sinalizações de tráfego. Esses vícios, muitas vezes letais, faz do Brasil, segunda a Organização Mundial da Saúde, o quinto país mais violento no trânsito no mundo.

Outrossim, destaca-se a falta de consciência para os motoristas que insistem em infringir a Lei Seca, a qual proibi o consumo de álcool ao dirigir. Desse modo, a pesar da multa ser gravíssima e podendo o motorista responder a processo criminal, o número de casos continua bastante elevado, contribuindo, dessa forma, para um aumento no índice de mortalidade no trânsito.

Pelo exposto, faz-se necessário uma mobilização das autoridades públicas no sentido de melhorar e aperfeiçoar as leis de trânsito, bem como otimizar o canal de comunicação com a sociedade. Sendo assim, essas ações dependem que órgãos públicos, por meio de suas secretarias de trânsito, aprofundem o debate sobre violência, criando leis mais rigorosas como por exemplo, aumento do valor da multa, suspensão da carteira com menos pontos e exames com mais frequências. Para canais de comunicações pode-se citar: politicas de conscientização e campanhas informativas no rádio e na televisão, de modo que, com todas essas ações, se tenha, no Brasil, um transito mais seguro e saudável a todos.