Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 11/10/2020

Pesquisas do Ministério da Saúde apontam que as mortes em acidentes de trânsito subiram 38,3% entre 2002 e 2012 no Brasil. Nesse cenário, é premente analisar como a imprudência dos indivíduos causam danos os quais poderiam ser evitados. Ademais, vale apontar os prejuízos dessa violência.

Em primeira análise, é lícito postular a irresponsabilidade dos condutores. De acordo com dados do Mapa da Vida, em 21% das colisões ao menos um motorista havia bebido antes de dirigir. Desse modo, é possível notar a irreflexão dessas pessoas em ingerir produtos os quais afetam a capacidade de reação e causam sonolência, segundo o psiquiatra Arthur Guerra. Como evidência do supracitado, no livro “Se não houvesse amanhã”, um grupo de adolescentes sob efeitos de drogas lícitas e ilícitas se envolveu em um acidente que resultou na morte dos passageiros.

Faz-se mister salientar, ainda, nas sequelas geradas por tal insensatez. Segundo Márcia Pontes, educadora em Planejamento e Gestão de Trânsito, os prejuízos podem ser físicos, como amputações, ou no âmbito mental, como depressão e crises de pânico. Como por exemplo, o caso do atleta Fernando Fernandes que ficou paraplégico. Além disso, vale destacar os eventos mais graves os quais levam ao óbito, como a morte do cantor Cristiano Araújo e da namorada, que estavam no banco traseiro sem cinto de segurança durante o ocorrido.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas capazes de intervir nesse problema. Logo, urge que o Ministério da Educação - órgão atuante na área educacional, principal via de transformações sociais – por intermédio da maior parcela de tributos, inclua a disciplina de ética e cidadania nos ensinos infantil, fundamental e médio, com o objetivo de promover a consciência nos futuros condutores sobre a importância de não dirigir após ingerir álcool ou drogas e isso acarretará na diminuição de acidentes e sequelas geradas por eles. Desse modo, será possível o decréscimo das estáticas nas futuras pesquisas do Ministério da Saúde.