Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 10/10/2020

Segundo dados do OBSERVATÓRIO, o Brasil tem, em média, 234 mortes por 100 mil veículos no trânsito. Do mesmo modo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país é o quinto mais violento no trânsito mundial. Tais levantamentos revelam a problemática caótica desse fenômeno na nação. Por isso, o conhecimento de suas causas e de seus desdobramentos, de fato, tornam-se cruciais para as autoridades governamentais aplicarem políticas que revertam esse cenário assustador.

Primeiramente, vale destacar que os motivos dessas mortes decorrentes da violência no trânsito brasileiro, essencialmente, devem-se ao descuido dos motoristas e ao excesso de veículos circulantes nas rodovias do país. Infelizmente, não são poucos os motoristas desatenciosos, desregrados, os quais, ao dirigirem veículos motorizados, como os carros e as motos, esquecem-se de que seus erros poderão afetar negativamente não só a si mesmos, mas também a vida alheia. Além disso, tal conjuntura é potencializada pela extrapolação da malha rodoviária na nação, já que o Estado prioriza, por exemplo, caminhões para transporte de produtos nacionais em detrimento de trens e barcos. Com isso, aumenta-se a frota de veículos em um mesmo espaço com motoristas negligentes, o que dá margem para a ocorrência de acidentes e mortes no trânsito.

Consequentemente, tais fatores que causam a violência no trânsito nacional promovem catástrofes em níveis individuais e sociais. Nesse sentido, as vítimas dessa triste violência sofrem com danos físicos e financeiros, porque os acidentes costumam ser agressivos. Isto é, podem acontecer traumas nos âmbitos cirúrgicos e ortopédicos, sem contar com a destruição dos veículos, os quais, muitas vezes, não possui o devido conserto. Ademais, em decorrência do enorme número de acidentes automobilísticos, as instituições estatais irão arcar com certas despesas. Nesse contexto, o Estado é obrigado a gastar mais verbas com saúde pública, já que muitos cidadãos são acidentaros no trânsito. Dessa maneira, os cofres públicos são enxugados, e, inevitavelmente, os impostos irão crescer paulatinamente, o que poderá gerar inflação e, futuramente, uma grave crise fiscal nacional.

Diante do exposto, para solucionar essa aterradora questão social, cabe ao Ministério da Cidadania desenvolver campanhas publicitárias nas mídias sociais, como na televisão, com o objetivo de alertar aos motoristas brasileiros os riscos de dirigir sem a prudência e a conduta correta. Além disso, é dever do Ministério da Infraestrutura investir em outras malhas de transportes, como a ferroviária e a fluvial, com a finalidade de substituir os excedentes da malha rodoviária, para que a quantidade de automóveis nas rodovias diminua e, por conseguinte, o número de acidentes decaia constantemente. Com essas medidas, o país está prestes a reverter a violência no trânsito brasileiro.